A História

Zippo

A marca surgiu em 1932, na cidade de Bradford, estado americano da Pensilvânia, quando George G. Blaisdell decidiu criar um isqueiro elegante e fácil de usar. Obteve os direitos de um isqueiro à prova de vento Austríaco chamado Binga, que vinha com tampa e não se apagava com o vento, e re-projetou-o de acordo com suas próprias especificações.
Fez o corpo retangular, prendeu a tampa ao corpo com uma dobradiça soldada e colocou uma proteção ao redor do pavio de pano, embebido em fluído inflamável.

O produto inicialmente chamou-se Clic-Clac, porque cada vez que era usado para acender um cigarro, devia ser aberto. Mas este nome já estava registado. Então, fascinado por outra invenção da época, o zipper, batizou o seu isqueiro de ZIPPO e lançou-o em 1933 com uma garantia ilimitada.

Esta garantia, conhecida como Lifetime Guarantee, acompanha todos os isqueiros da marca, garante: “ou o isqueiro funciona, ou consertamos de graça” (It Works or we fix it free). Ou seja, se um isqueiro ZIPPO se estragar, não interessa o quão velho é, ou quantos donos já teve, a empresa vai repará-lo gratuitamente. A única parte do ZIPPO que não é coberta pela sua garantia é o acabamento exterior na capa metálica. A primeira patente para os isqueiros foi registada a 3 de março do ano seguinte sob o número 2032695.

O primeiro logótipo corporativo num ZIPPO foi colocado em 500 isqueiros no ano de 1936 para a refinaria Kendall. Era o início do isqueiro como meio de Publicidade. A invenção de Blaisdell tornou-se extremamente importante durante a Segunda Guerra Mundial, onde se transformou em equipamento básico das forças americanas, que levaram milhares de isqueiros para o campo de batalha.

Os isqueiros Zippo tiveram grande importância pela sua durabilidade e pela grande facilidade de acendê-los durante as batalhas, já que as chamas resistiam ao vento. Os isqueiros foram usados para acender cigarros, aquecer sopas nos capacetes ou simplesmente abrir caminho no meio da escuridão.

Foi na Segunda Guerra Mundial que nasceu a superstição de que não se deve acender três cigarros com a mesma chama. Isto porque a triangulação do movimento permitia que o inimigo localizasse, com precisão, o último que tinha acendido o cigarro.

Foi neste momento que a ZIPPO desenvolveu um modelo de metal escovado para evitar o reflexo e proteger os soldados. Depois da Segunda Guerra Mundial, os isqueiros da marca firmaram-se como um meio popular para propagandas de pequenas e grandes empresas durante a década de 60. Muitos dos primeiros anúncios foram pintados à mão. Mas a verdadeira explosão da marca ocorreu com a associação do produto ao cigarro que começou no cinema. Nos anos 50, galãs como James Dean e Humphrey Bogart faziam charme e pose de “mauzões” com um ZIPPO nas suas mãos. Ao longo da sua história, os isqueiros ZIPPO já apareceram em mais de 1.500 filmes, peças e shows de TV, entre eles Pulp Fiction, Charlie’s Angels e Noite no Museu. Pode encontrar um ZIPPO até em Resident Evil. Isto talvez explique que de cada 100 pessoas 98 conhecem a marca. A empresa celebrou a produção do isqueiro número 400.000.000 no dia 3 de setembro de 2003 e o número 500 milhões a 5 de Junho de 2012.

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